Excesso de Vitamina D – Devo me preocupar?

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Determinados portais de notícias alertam sobre os perigos relacionados ao excesso de Vitamina D

Nesse sentido, muitos de nós ficamos intrigados: se esse hormônio esteróide se faz tão importante para a saúde, devo me preocupar com a sua utilização em excesso?

Neste artigo, trarei breves considerações sobre o tema, esclarecendo todos os pontos importantes relacionados à pauta. 

Siga a leitura para saber mais.

Quando ocorre o excesso de Vitamina D?

De forma breve, venho esclarecer esse questionamento tão comum: para que haja intoxicação de Vitamina D, seria necessário utilizar cinco (5) vezes mais do que a dose diária recomendada.

De acordo com a literatura científica, a dose tóxica de Vitamina D estimada deve ser maior que 100.000UI por dia, durante um período de pelo menos um mês.

Além disso, pessoas com doenças autoimunes exigem doses diferenciadas, que podem ir além dos limites estabelecidos como padrão e fazem parte de um tratamento individualizado, o qual precisa ser prescrito por um profissional da área da saúde.  

Nesse sentido, são raros os casos que estão relacionados ao consumo em excesso de Vitamina D a partir das doses indicadas por médicos especializados – aliás, muito pelo contrário: a manutenção de bons níveis do hormônio esteróide colaboram em diversos aspectos da sua saúde.

Sintomatologia do excesso de Vitamina D e da Carência de Vitamina D

Antes de adentrarmos nos sintomas atrelados ao consumo e à carência de Vitamina D, faço uma ressalva: apresentar sintomas específicos não é sinônimo de toxicidade ou deficiência de Vitamina D. 

É indispensável ter o acompanhamento de um médico, bem como realizar exames periódicos para entender aquilo que se passa na fisiologia de um indivíduo.

Sintomas atrelados ao excesso de Vitamina D:

  • Primeiramente, ocorre a perda de apetite, náuseas, vômitos, fraqueza, nervosismo e hipertensão arterial;
  • Posteriormente, pode acontecer depósito de cálcio por todo o organismo, como por exemplo nos rins, vasos sanguíneos, pulmões e coração.
  • Em casos graves, os rins podem sofrer danos permanentes, ocasionando a insuficiência renal. 

Agora, observe a lista de sintomas ocasionados pela carência de Hormônio D:

Deficiência de vitamina D na infância:

  • Diabetes tipo 1;
  • Baixa estatura; 
  • Raquitismo; 
  • Baixa densidade mineral óssea; 
  • Transtorno do Espectro Autista (TEA); 
  • Alteração da cognição; 
  • Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Deficiência de vitamina D em Adultos: 

  • Alterações do sono;
  • Cansaço, adinamia, apatia; 
  • Fragilidade imunológica; 
  • Mialgia;
  • Artralgia; 
  • Distúrbios da fertilidade; 
  • Fragilidade das unhas e queda de cabelos; 
  • Distúrbios do metabolismo ósseo e do cálcio; 
  • Hiperparatireoidismo; 
  • Dislipidemia; 
  • Alterações cutâneas;
  • Síndrome metabólica; 
  • Neoplasias; 
  • Doenças cardiovasculares; 
  • Depressão; 
  • Diabetes tipo 2; 
  • Hipertensão; 
  • Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP); 
  • Enxaqueca; 
  • Depressão; 
  • Asma; 
  • Esquizofrenia; 
  • Infecções respiratórias; 
  • Comprometimento da qualidade de vida.

As pessoas deveriam se preocupar com a carência de Vitamina D, não com o excesso

Como visto anteriormente, um indivíduo só corre o risco de ser prejudicado pelo excesso de Vitamina D quando o consumo for cinco (5) vezes maior do que a dose diária recomendada.

Tendo isso em vista, o quadro só pode ocorrer em duas situações:

  • Quando uma pessoa utiliza suplementação sem o acompanhamento de um profissional da saúde com conhecimento em hormonologia;
  • Quando um laboratório de índole duvidosa comete erros relacionados à produção da suplementação, fato que é extremamente raro.

Sendo assim, preocupar-se com o excesso de Vitamina D não é algo pertinente quando se tem o devido acompanhamento profissional. 

Nenhum médico irá prescrever doses maiores do que aquelas que são seguras à fisiologia humana.

Na verdade, a maior preocupação que devemos ter é justamente com a carência do Hormônio D, visto que a sua falta é uma questão mundial e que traz prejuízos para a qualidade de vida de pessoas de todas as nacionalidades. 

O estudo populacional NHANES – National Health and Nutrition Examination Survey, por exemplo, mostra que 90% dos indivíduos negros, hispânicos e asiáticos sofrem com a carência do hormônio, bem como 60% da população branca. 

Você já se questionou, hoje, as razões pelas quais o excesso de vitamina D vem sendo tão questionado pela mídia?

Como vimos anteriormente, a sua carência provoca uma lista extensa de sintomas, os quais muitas vezes, por falha médica, não são relacionados aos baixos níveis do hormônio esteróide. 

Assim, erroneamente, muitos medicamentos são recomendados e consumidos, favorecendo uma das indústrias mais lucrativas do mundo – a farmacêutica. 

Para concluir este artigo, trago uma reflexão importante: é chegada a hora de priorizarmos a nossa saúde, nos questionarmos sobre aquilo que vem sendo preconizado na área médica e buscar, sempre, argumentos científicos atualizados e contundentes. 

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