Vitamina D: Sua importância para a hormonologia

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A vitamina D é um pró-hormônio produzido a partir da ação do raio ultravioleta B na pele e mostra-se vital para o pleno funcionamento da fisiologia humana. 

Neste artigo, esclarecemos todas as dúvidas que se relacionam a importância da vitamina D para a fisiologia humana e para a hormonologia. 

Para saber mais, basta seguir a leitura. 

Vitamina D: para que serve e quais as suas principais funções?

A vitamina D – cujo termo adequado deveria ser Hormônio D, visto que suas funções estão muito mais relacionadas às atividades hormonais – trata-se de um pró-hormônio produzido pela ação dos raios UVB na pele.

As duas principais formas são a vitamina D2 (ergocalciferol) e a vitamina D3 (colecalciferol). 

No fígado, a vitamina D3 é transformada em 25 hidroxi-vitamina D, sendo que essa é a vitamina D medida nos exames de sangue. No entanto, a forma ativa da vitamina D é o calcitriol, obtido a partir da transformação da 25 hidroxi-vitamina D nos rins.

Em primeiro lugar, seria simplista afirmar em apenas uma frase as funções da vitamina D. 

O pró-hormônio é responsável por mais de 80 funções de restauro e reparo no corpo humano e, além disso, produz as catelicidinas, proteínas de alto poder antibiótico, capazes de neutralizar vírus, bactérias, fungos e parasitas.

Durante a pandemia de Covid-19, a vitamina D tornou-se ainda mais popular devido às comprovações científicas que relacionam a sua utilização com o aumento da imunidade. 

Como exemplo, podemos citar um estudo realizado pela Universidade Médica de Chicago, no qual a equipe de pesquisa analisou 489 pacientes, cujo nível de vitamina D foi medido dentro de um ano antes de serem testados para COVID-19. 

Os pacientes com deficiência de vitamina D (<20 ng/ml) obtiveram quase o dobro de probabilidade de teste positivo para Covid-19 em comparação aos pacientes que tinham bons níveis da vitamina.

Falta de vitamina D: sintomas podem ser diversos 

Os efeitos da falta de vitamina D no organismo mostram-se cada vez mais acentuados na população em geral. 

O estudo populacional NHANES – National Health and Nutrition Examination Survey mostra que 90% dos indivíduos negros, hispânicos e asiáticos sofrem com a carência da vitamina, bem como 60% da população branca. 

Dessa forma, a falta da vitamina D é uma questão mundial e que traz prejuízos para a qualidade de vida de indivíduos de todas as nacionalidades. 

Tamanha é a preocupação dos médicos e pesquisadores que, em 2020, muitos profissionais relataram estarmos vivendo em uma epidemia relativa à carência de vitamina D. 

O quadro clínico da insuficiência de hormônio D pode estar relacionado com uma vasta lista de sintomas. 

Deficiência de vitamina D na infância:

  • Diabetes tipo 1;
  • Baixa estatura; 
  • Raquitismo; 
  • Baixa densidade mineral óssea; 
  • Transtorno do Espectro Autista (TEA); 
  • Alteração da cognição; 
  • Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Deficiência de vitamina D em adultos: 

  • Alterações do sono;
  • Cansaço, adinamia, apatia; 
  • Fragilidade imunológica; 
  • Mialgia;
  • Artralgia; 
  • Distúrbios da fertilidade; 
  • Fragilidade das unhas e queda de cabelos; 
  • Distúrbios do metabolismo ósseo e do cálcio; 
  • Hiperparatireoidismo; 
  • Dislipidemia; 
  • Alterações cutâneas;
  • Síndrome metabólica; 
  • Neoplasias; 
  • Doenças cardiovasculares; 
  • Depressão; 
  • Diabetes tipo 2; 
  • Hipertensão; 
  • Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP); 
  • Enxaqueca; 
  • Depressão; 
  • Asma; 
  • Esquizofrenia; 
  • Infecções respiratórias; 
  • Comprometimento da qualidade de vida.

Entenda os principais benefícios da vitamina D 

Manter bons níveis de vitamina D gera inúmeros benefícios relacionados diretamente à motivação, memória, energia e outras características necessárias para o pleno funcionamento do organismo. 

É importante compreender que a vitamina D, com sua estrutura de hormônio, atua sobre o composto genético dos seres humanos. Desta forma, ela é responsável por manter inativos os genes “defeituosos” presentes em todos os indivíduos e herdados dos seus antepassados.

Quando a insuficiência predomina, esses genes com defeito eles seguem atuando no organismo e causando doenças graves, a exemplo do autismo, câncer, diabetes e doenças autoimunes. Com as doenças neurodegenerativas, a exemplo do Alzheimer, não é diferente.

Além disso, a manutenção dos níveis de vitamina D adequados ao organismo humano tem relação direta com a prevenção de doenças ósseas e inflamações sistêmicas, como faringite, bronquite e outras doenças.

Outro benefício extraordinário aos bons níveis deste pró-hormônio é o combate às doenças emocionais como a depressão.

Um estudo recente, por exemplo, indica a relação entre a vitamina D e a depressão

A publicação realizada no Journal of Clinical Psychopharmacology demonstrou que os pesquisadores observaram o comportamento de pacientes depressivos e insuficientes de vitamina D após suplementar via injeção intramuscular. O estudo teve 3 meses de duração e confirmou a evolução positiva dos indivíduos adultos com relação à doença psiquiátrica crônica.

Alimentos com vitamina D: é possível melhorar os níveis através da alimentação?  

Ainda que a melhor forma de obtenção da vitamina D seja através da exposição solar, ela também pode ser encontrada em alguns poucos alimentos.

Peixes gordurosos como o salmão, arenque, sardinha, atum e o óleo de fígado de bacalhau são algumas das principais fontes de vitamina D através da alimentação. 

Além disso, o pró-hormônio pode ser obtido pelo consumo de cogumelos secos, os quais são considerados a única fonte vegetal de vitamina D de boa qualidade.  

Vale lembrar, no entanto, que os cogumelos produzem vitamina D2, enquanto os animais produzem a vitamina D3 – como observado anteriormente, embora a D2 auxilie no aumento dos níveis sanguíneos da Vitamina D, ela não atua com a mesma eficácia da Vitamina D3. 

Para saber mais sobre a composição dos alimentos que você ingere diariamente, você pode acessar o site da TBCA – Tabela Brasileira de Composição de Alimentos.

Vitamina D – sol é a principal fonte de produção

Como listado anteriormente, determinados alimentos podem contribuir para a manutenção de bons níveis de vitamina D no organismo. 

No entanto, essa conversão não chega a ser suficiente para que o corpo produza os níveis ótimos do hormônio D.

Quando essa estrutura de hormônio esteróide lipossolúvel essencial foi descoberta, foi chamada de vitamina D por ser a quarta descoberta similar às vitaminas A, B e C. No entanto, ao contrário das três primeiras, ela não é encontrada apenas na alimentação.

Aliás, muito pelo contrário: a principal fonte de produção para a Vitamina D sempre será a exposição solar. 

Qual o melhor horário para tomar vitamina D?

O ideal é que, todos os dias, entre às 11h e 14h, façamos a exposição de, no mínimo, 90% do nosso corpo à luz solar. Em horários diferentes, o sol já não consegue mais quebrar a molécula responsável por produzir a vitamina D.

Através dessa exposição, o sol decompõe uma substância presente na pele chamada de 7-Dehidrocolesterol, produzindo assim a Hidroxivitamina D ou 25(OH)D.

Além disso, para que bons níveis de vitamina D sejam obtidos, a exposição ao sol deve ocorrer sem a utilização do protetor solar.  

Por essa razão, na maior parte dos casos, a suplementação personalizada é indicada – o que não exclui a importância da exposição à luz solar. 

Devemos nos preocupar com o excesso de vitamina D? 

Se você chegou até aqui, provavelmente deve estar se questionando: se a vitamina D apresenta tantos benefícios, por qual razão são publicadas notícias relacionadas à intoxicação provocada pela alta dosagem desse pró-hormônio?

Em primeiro lugar, é importante afirmar que basicamente tudo aquilo que o ser humano precisa para manter a sua saúde pode ser facilmente encontrado de forma democrática, sem a necessidade de consumir nenhum tipo de recurso de grande investimento financeiro.

Afinal, a saúde não pode ser encontrada em um medicamento X ou Y. Na verdade, ela é estimulada nas práticas contínuas do cotidiano, combinando a realização de exercícios físicos regulares, boa alimentação, controle do estresse e a exposição adequada ao sol.

Imagine todas as doenças que poderiam ser evitadas caso a população tivesse conhecimento sobre os benefícios listados neste artigo? Quantos medicamentos seriam descartados das prateleiras, quantas vidas seriam salvas? 

Muito se fala sobre a toxicidade da vitamina D, no entanto, isso é uma inverdade. Para que haja intoxicação seria necessário utilizar 5 vezes mais do que a dose diária recomendada.

O sol sempre esteve presente na vida da humanidade – você consegue imaginar vida sem luz solar? Sendo assim, não tenha medo de realizar a exposição adequada ao astro rei. Sua saúde agradecerá! 

Considerando todas as informações citadas ao longo deste artigo, torna-se imperativa a necessidade da avaliação clínica-laboratorial da vitamina D e a suplementação personalizada para cada um dos indivíduos.

Afinal, manter bons níveis do Hormônio D, bem como o equilíbrio da saúde hormonal, é sinônimo de agir a favor da vida e da longevidade saudável dos indivíduos. 

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