Entenda como a vitamina D age na prevenção do Alzheimer

Esse elemento, que na sua essência é um hormônio esteroide, já provou ser importantíssimo para o desempenho do corpo humano. Sua atuação sobre o cérebro também não desaponta. Portanto, no artigo da semana vamos entender como a vitamina D age na prevenção do Alzheimer.

Doenças neurodegenerativas como Alzheimer, demência e esclerose múltipla, de fato, não tem cura e com o passar do tempo se agravam furtando a qualidade de vida do indivíduo. Contudo, muito se pode fazer no âmbito da prevenção.

Tais doenças resultam na destruição gradual e inconvertível dos neurônios, células do sistema nervoso, de forma que as pessoas acometidas apresentam um agravamento dos sintomas que acontece progressivamente, tornando-os mais acentuados.

Dada a preocupação genuína dos indivíduos sobre as doenças neurodegenerativas, vamos focar na prevenção de uma delas: o Alzheimer.

Sendo assim, se você deseja descobrir como a vitamina D age na prevenção do Alzheimer, siga com a leitura até o final. Além disso, desejo que você saia dessa leitura com uma nova percepção sobre a atuação do sol na saúde humana. Pois essa é a principal fonte natural e acessível de vitamina D.

A relevância da vitamina D

Como afirmei inicialmente, a vitamina D é na verdade um hormônio esteroide. Tal informação foi desvendada na década de 30 e desde então, muito tem se estudado acerca dos potenciais preventivos da vitamina D.

Antecipo que esse potencial não é pequeno, assim como, não poderá seguir sendo subestimado pelos profissionais de saúde.

Neste contexto, é importantíssimo saber que a vitamina D, com sua estrutura de hormônio, atua sobre o composto genético dos seres humanos. Desta forma, ela é responsável por manter inativos, os genes “defeituosos” presentes em todos os indivíduos e herdados dos seus antepassados.

Quando a insuficiência predomina, esses genes com defeito eles seguem atuando no organismo e causando doenças graves a exemplo do autismo, câncer e diabetes. Com as doenças neurodegenerativas, a exemplo do Alzheimer, não é diferente.

Como a vitamina D age na prevenção do Alzheimer

O hormônio D, produzido pelo organismo, possui receptores em absolutamente todas as células do corpo incluindo, naturalmente, o hipocampo e o sistema nervoso central.

Desta forma, ele é responsável pela ativação das enzimas cerebrais e do fluido cerebrospinal que, por sua vez, estão envolvidos diretamente na síntese de neurotransmissores.

Estudos recentíssimos reforçam que o hormônio D beneficia as capacidades cognitivas e que sua ausência, por outro lado, prejudica a memória e pode levar aos temidos quadros de Alzheimer.

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Vitamina D e doenças neurodegenerativas

Perceba que este hormônio importantíssimo para a saúde dos indivíduos, conhecido como vitamina D, tem sido objetivo de diversas pesquisa que buscam entender sua relação com as doenças graves da modernidade.

Essa revisão recente publicada na Nutritional Neuroscience reavaliou sistematicamente artigos disponíveis nos bancos de pesquisas PubMed e Scopus, desde sua fundação até setembro de 2017, a fim de averiguar tais relações.

Ao analisarem sete estudos, envolvendo 1953 casos de Demência e 1607 casos de Doença de Alzheimer, a conclusão foi a seguinte: níveis séricos mais altos de 25(OH)D foram associados a um menor risco de Demência e Alzheimer. Além disso, observou-se que o risco de Alzheimer diminui continuamente juntamente com o aumento do soro de 25(OH)D até ± 35 ng/ml.

À vista disso, não é complexo entender o papel fundamental da vitamina D em diversos aspectos da saúde humana, assim como acontece com o desempenho cognitivo.

Não tenha medo do sol

Portanto, não tenha medo do sol. Essa que é a principal fonte natural de vitamina D, segue sendo a mais democrática, acessível e eficiente.

Vá para o sol, durante 20 minutos, em um horário do dia em que sua sombra não seja maior do que a sua altura. A partir do momento em que a sombra passa a ser maior, por volta de 16h, o sol já não consegue mais quebrar a molécula responsável por produzir a vitamina D.

Ou seja, a exposição solar após esse horário, torna-se gradualmente ineficaz para manter os níveis de vitamina D adequados.

Sua motivação, memória e energia podem estar diretamente relacionadas ao quanto você se expõe (ou não) ao sol diariamente.

Níveis de insuficiência muito graves também pode ser passíveis de suplementação, mas neste caso, é necessário consultar um médico especialista a fim de entender quais são as demandas relacionadas a frequência e quantidade.

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