15 sinais de imunidade baixa e como melhorar

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Entre as diversas pautas relacionadas à saúde, como melhorar a imunidade baixa ocupa uma posição de destaque.

Tal fato não é inesperado, afinal, cada vez mais pessoas desejam fortalecer as defesas naturais do corpo para combater uma lista extensa de doenças que assombram os tempos modernos. 

De maneira lúdica, podemos comparar o sistema imunológico ao nosso “exército particular”, que nos auxilia a combater quaisquer invasores que adentram nosso organismo. 

Questões como o estresse, má alimentação e a falta de sono são pilares que comprometem o sistema imunológico. Afinal, “nossos soldados” também precisam se preservar para estar em ótimas condições, prontos para qualquer necessidade de combate.

Neste artigo listamos 15 sinais que podem estar atrelados a baixa imunidade e, além disso, trazemos recomendações de cunho científico que colaboram para o fortalecimento das defesas do organismo.

Siga a leitura e saiba mais. 

15 sintomas que podem estar atrelados à imunidade baixa

Abaixo, listamos 15 sintomas que podem estar relacionados à imunidade baixa. 

No entanto, ressaltamos que sintomas isolados não geram um diagnóstico concreto e, dessa forma, é importante consultar um profissional da saúde para fins de tratamento. 

1. Psoríase: 

A psoríase é uma doença autoimune crônica que se manifesta como vermelhidão e irritação da pele. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a doença está relacionada ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e à suscetibilidade genética. Acredita-se que ela se desenvolve quando os linfócitos T (células responsáveis pela defesa do organismo) liberam substâncias inflamatórias e formadoras de vasos.

Pessoas cujo sistema imunológico já está comprometido correm o risco de crises mais graves de psoríase.

2. Anemia: 

Estudos mostram que o ferro desempenha um papel essencial no sistema imunológico. Ele é responsável pela proliferação de células imunes, principalmente linfócitos, associados à geração de uma resposta específica à infecção.  

Como consequência, a anemia pode ser um sinal de alerta para a imunidade baixa.

Os resultados de uma pesquisa publicada pelo The Lancet, realizada em crianças pequenas, indicam que tanto a resposta imune mediada por células quanto a atividade bactericida dos leucócitos são prejudicadas quando os níveis de hemoglobina caem para 10 g/dl ou menos.

3. Diabetes:

Pesquisas afirmam que a diabetes causa disfunção da resposta imune, falhando em controlar a disseminação de patógenos invasores, já que o excesso de glicose pode causar danos ao sistema imunológico. 

Ter diabetes não é sinônimo de que a imunidade está baixa, no entanto, indivíduos diabéticos são conhecidos por serem mais suscetíveis à infecções. 

4. Fraqueza:

Sentir-se extremamente cansado, mesmo após o repouso, pode ser um indício de que algo está acontecendo com as defesas do organismo. 

Como explicamos anteriormente, um único sintoma não é capaz de trazer um diagnóstico concreto, visto que a fraqueza está relacionada com inúmeras patologias. Consulte o seu médico e nunca realize o auto diagnóstico.

5. Resfriados:

O resfriado é uma infecção viral comum que pode ser provocada por diversos tipos de vírus. Em pessoas com um sistema imunológico forte, tal quadro não oferece grandes perigos, com sintomas que duram de 2 a 3 dias. 

No entanto, pessoas com imunidade baixa podem estar sujeitas a complicações importantes, já que além dos sintomas comuns, como coriza e perda de apetite, o indivíduo pode desenvolver infecções bacterianas. 

6. Herpes:

As infecções pelo vírus herpes geralmente são resultado do contato direto com secreções infectadas via oral ou lesões. Estudos mostram que o vírus supera o sistema imunológico ao interferir no processo que faz com que as células imunológicas reconheçam e destruam invasores externos.  

Depois da primeira infecção (primária), o vírus do herpes permanece dormente (latente) no corpo, no entanto, quando nosso sistema imunológico está em condições negativas, ele pode reaparecer.

Assim, o surgimento de herpes pode ser um indício de imunidade baixa.

7. Queda de cabelo excessiva:

Quando o sistema imune está fortalecido, os cabelos apresentam-se mais brilhantes e fortes. No entanto, quando a imunidade é baixa, é comum o registro de queda de fios.

8. Olhos frequentemente secos:

Pessoas com doenças autoimunes, como por exemplo a artrite reumatóide e lúpus, podem sentir a visão turva, bem como a sensação dos olhos estarem frequentemente secos.

Mais uma vez, ressaltamos a importância de consultar o seu médico, visto que um único sintoma não pode ser utilizado para fins de diagnóstico. 

9. Constipação:

Quase 70 por cento do seu sistema imunológico está localizado no trato digestivo

Dessa forma, a constipação constante pode indicar uma possível deficiência no sistema imunológico, já que ela retarda a ação peristáltica. Isso significa que a matéria e os resíduos alimentares ficam presos, impedindo uma boa absorção de nutrientes essenciais, alguns dos quais são necessários para apoiar o sistema imune.

10. Diarreia:

Indivíduos com problemas relacionados à imunidade baixa também podem apresentar episódios frequentes de diarreia. Afinal, quando os níveis de bactérias boas no intestino estão prejudicados como resultado da diarreia, é mais provável que você comprometa o seu sistema de defesa.

11. Febre

A febre é um fenômeno de defesa do organismo, que pode indicar diversas patologias. De acordo com o WebMD, um importante portal de saúde, a temperatura corporal mais alta do que o normal pode indicar que o seu sistema imunológico está sendo sobrecarregado.

12. Extremidades corporais frias

O portal também indica que a inflamação dos vasos sanguíneos pode acarretar no resfriamento dos dedos das mãos, pés, orelhas e nariz. Tal quadro pode ocorrer em decorrência de casos graves de enfraquecimento do sistema imune. 

13. Enxaqueca

O sistema imunológico desempenha um papel fundamental na patogênese da enxaqueca. Uma revisão publicada em 2009 descobriu que a manipulação dos elementos do sistema imunológico pode ser uma área promissora de desenvolvimento para novas terapias para dor de cabeça.

14. Problemas com a cicatrização

A pele entra no modo de controle de danos após uma queimadura, corte ou arranhão. Dessa forma, o organismo trabalha para proteger a ferida, enviando sangue rico em nutrientes para a lesão, com a finalidade de regenerar a nova pele. 

Esse processo de cura depende de células imunológicas saudáveis. No entanto, se o sistema imunológico estiver danificado, a pele terá mais dificuldade para se regenerar.  

15. Utilização constante de antibióticos

Você faz uso frequente de antibióticos? De acordo com a American Academy of Allergy Asthma & Immunology a necessidade de mais de dois antibióticos por ano pode ser sinal de uma possível deficiência imunológica em adultos.

Como aumentar a imunidade? 

Como aumentar a imunidade baixa é um questionamento que esteve em notoriedade nos últimos tempos.  

Em primeiro lugar, é importante saber que não existe nenhum tipo de solução milagrosa para fortalecer o sistema imune.

Como veremos adiante, determinados recursos podem colaborar para tal fim, no entanto, práticas rotineiras são os pontos mais importantes.

O gerenciamento do estresse é uma das principais atitudes que devem ser implementadas por aqueles que desejam melhorar o sistema imunológico. Uma revisão de 2004 resumindo 30 anos de pesquisa e mais de 300 estudos sobre estresse e imunidade concluiu que o estresse crônico pode causar supressão mensurável do sistema imunológico. Ele mostra que mesmo estressores de curto prazo, como exames acadêmicos, podem prejudicar a resposta imunológica do corpo.

Além disso, o exercício físico é crucial para manter um sistema imunológico robusto. Uma resenha de pesquisas ao longo do século passado sobre a relação entre o exercício e o sistema de defesa imunológica do corpo, que concluíram que há “uma relação inversa clara entre o treinamento físico moderado e o risco de doenças” e “o exercício habitual melhora a regulação imunológica”.

Outro aspecto essencial para prevenir a imunidade baixa é o sono de qualidade. Afinal, nossos corpos precisam dormir para descansar e recarregar. Sem uma quantidade suficiente de sono, aumentamos nosso risco de desenvolver sérios problemas de saúde. Além disso, o sono inadequado tem sido associado à supressão da função imunológica. Um estudo descobriu que aqueles que dormem menos de cinco horas por noite têm maior probabilidade de ter recentemente contraído um resfriado em comparação com aqueles que dormem mais tempo.

Por fim, mas não menos importante, está o equilíbrio na alimentação. Se você está buscando manter o sistema imunológico saudável, a melhor abordagem é fazer uma dieta balanceada, com ênfase em alimentos naturais.

O consumo de alimentos ultraprocessados, açúcares, adoçantes e conservantes reduzem a diversidade de bactérias em seu intestino, consequentemente prejudicando a imunidade.

Vitamina D e a seu sistema imunológico

A vitamina D relaciona-se com mais de 3500 genes no corpo humano. Sua atuação no sistema imunológico é imprescindível, pois controla completamente o tempo de resposta das defesas naturais.

A deficiência do pró-hormônio está altamente atrelada com a fragilidade imunológica.

É importante compreender que a vitamina D, com sua estrutura de hormônio, atua sobre o composto genético dos seres humanos. Desta forma, ela é responsável por manter inativos os genes “defeituosos” presentes em todos os indivíduos e herdados dos seus antepassados.

Quando a insuficiência predomina, esses genes com defeito eles seguem atuando no organismo e causando doenças graves, a exemplo do autismo, câncer, diabetes e doenças autoimunes. Com as doenças neurodegenerativas, a exemplo do Alzheimer, não é diferente.

Além disso, a manutenção dos níveis de vitamina D adequados ao organismo humano tem relação direta com a prevenção de doenças ósseas e inflamações sistêmicas, como faringite, bronquite e outras doenças.

Alimentos que aumentam a imunidade

O intestino regula até 70% das funções imunológicas do organismo e, não por acaso, a correção de desequilíbrios na flora bacteriana tem demonstrado em recentes estudos a melhora em quadros de inúmeras patologias.

Dessa forma, a nutrição está intimamente ligada à imunidade de um organismo.

Alguns alimentos que colaboram com o aumento da imunidade são:

  • Frutas como a laranja, limão, acerola, morango;
  • Alho; 
  • Azeite de oliva extravirgem;
  • Açafrão/cúrcuma;
  • Gengibre;
  • Própolis.

Como tomar própolis para imunidade? 

Como vimos anteriormente, o própolis pode ser um dos aliados para o aumento da imunidade.

Ele é um hormônio natural produzido pelas plantas formado por material resinoso e balsâmico, sendo encontrado em ramos, flores, pólen e brotos.

Pesquisas mostram que o extrato produzido a partir do própolis tem propriedades antimicrobiana, antifúngica, antiprotozoaria, antioxidante e antiviral. 

No entanto, será que o extrato de própolis pode colaborar para fortalecer a imunidade?

De acordo com a ciência, a resposta é positiva. O própolis potencializa o sistema de defesa do hospedeiro e modificadores da resposta imune biológica. Um estudo demonstrou que a suplementação in vitro e in vivo do lipossoma de flavonóides da própolis com ovalbumina aumenta as respostas imunológicas em animais.  

No entanto, apenas a introdução do extrato de própolis no cotidiano não é suficiente. Para que um indivíduo mantenha o sistema imune saudável, é indispensável o controle de estresse, a prática de atividades físicas, a alimentação saudável e a manutenção dos níveis hormonais.

Esclareceu suas dúvidas relacionadas à imunidade baixa? Se você possui alguma consideração sobre o tema, comente abaixo! 

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