Como tomar própolis para imunidade – Aprenda como!

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como tomar propolis

Nos últimos meses, como tomar própolis para imunidade foi um questionamento que ganhou destaque nas redes sociais.

No entanto, o seu uso para fins terapêuticos é milenar, visto que as civilizações antigas utilizavam o própolis por suas propriedades medicinais. 

Os gregos, por exemplo, usavam para tratar abscessos. Os assírios, por sua vez, faziam uso do própolis para combater infecções e ajudar no processo de cura (4).

Atualmente, muitos estudos científicos têm verificado os benefícios do uso de própolis para fortalecer o sistema imune.

Neste artigo traremos pesquisas a respeito do tema e demonstraremos como tomar própolis com o objetivo de fortalecer a imunidade.

Siga a leitura e saiba mais!

Própolis e imunidade: entenda a relação 

O própolis é produzido pelas abelhas a partir da seiva das árvores e, combinado com a cera e a saliva das abelhas, resulta em uma substância marrom que tem a finalidade de revestir e proteger a colmeia. 

Ele é um hormônio natural produzido pelas plantas formado por material resinoso e balsâmico, sendo encontrado em ramos, flores, pólen e brotos.

Hoje, a forma de apresentação mais comum do própolis é o “extrato de própolis”, amplamente conhecido por suas propriedades imunoestimulantes. 

Uma revisão (1) relatou as atividades antifúngicas e antibacterianas do própolis, devido aos seus componentes como flavonóides, compostos fenólicos, terpenos e enzimas. 

Dos 500 compostos químicos encontrados no própolis, os flavonóides são os principais constituintes, responsáveis ​​por suas atividades farmacológicas (2). 

A substância também é uma boa fonte de nutrientes como vitaminas B1, B2, B6, vitamina C e E e minerais como magnésio, cálcio, potássio, sódio, cobre, zinco, manganês e ferro (1).

Conforme relatado em pesquisas (3), os flavonóides do própolis aumentam a função fagocítica dos macrófagos (grandes leucócitos) que engolfam partículas como vírus e bactérias, destruindo-as.  

Propriedades antivirais do própolis

Foi descoberto (3) que o extrato de própolis brasileiro exibia atividade antivírus da influenza in vitro e in vivo. Pesquisas em humanos também demonstraram que o uso oral de própolis pode reduzir a duração dos sintomas do resfriado comum (4). 

Em relação a sua atividade antiviral, referências indicam que os flavonoides do tipo crisina e canferol diminuíram a taxa de replicação do vírus da herpes, enquanto que o ácido cinâmico contido no própolis agiu significativamente sobre o vírus da Gripe A (H1N1). 

Outras substâncias do própolis estão sendo estudadas em diferentes linhagens de vírus, inclusive de HIV.

Outras propriedades terapêuticas do própolis 

Um estudo verificou que o própolis é um antibiótico natural, com efeito inibitório sobre bactérias, protozoários e uma vasta quantidade de vírus.

Existem também evidências científicas de que o própolis tem ampla atividade antimicrobiana e pode ter efeitos anti inflamatórios que podem torna-lo útil no tratamento de algumas formas de artrite, entre outras doenças.  

Como tomar própolis para imunidade?

Por se tratar de um produto natural, o própolis pode ser encontrado facilmente em lojas focadas em saúde e bem-estar. 

Ele pode ser utilizado de diferentes formas, como por exemplo na água para fazer inalações com o vapor, no gargarejo, puro ou diluído em água e/ou chá. Também pode ser consumido através de shots matinais, combinado com substâncias antiinflamatórias e antioxidantes, como a cúrcuma e o gengibre.

No entanto, a dosagem adequada somente poderá ser recomendada por um médico, de acordo com a individualidade do paciente e dos seus objetivos.

Atividade pode variar de acordo com a sua origem

Como vimos até aqui, o própolis é uma substância natural. Consequentemente, a sua composição e os seus benefícios podem variar de acordo com o país de origem.

Estudos (2) mostram que a atividade da própolis depende de sua composição química, que pode ter interferência de acordo com o local onde é produzido, portanto, suas propriedades são diferentes em cada país. 

Outras referências (5), por exemplo, indicam que o própolis do Oriente Médio apresenta alta atividade antimicrobiana, enquanto a atividade mais baixa foi demonstrada em amostras de própolis em países como Alemanha, Irlanda e Coreia do Sul.

Essa é mais uma razão pela qual a suplementação sem recomendação médica não deve ser estimulada, visto que os produtos disponibilizados no mercado podem possuir divergências em relação à composição. 

O consumo de própolis possui contraindicação?

O própolis é contraindicado para pessoas alérgicas ou hipersensíveis a qualquer um dos seus componentes. 

Por isso, mais uma vez, reiteramos a importância de se consultar com um profissional da saúde antes de iniciar a suplementação da substância citada ao longo deste artigo.  

Própolis não deve ser utilizado como solução única para o aumento da imunidade

O organismo humano é complexo e, dessa forma, ressaltamos que uma única substância não é capaz de garantir a saúde integral de um indivíduo.

Apenas introduzir o extrato de própolis no cotidiano não é suficiente. Para que uma pessoa mantenha o sistema imune saudável, é indispensável o controle de estresse, a prática de atividades físicas, a alimentação saudável e a manutenção dos níveis hormonais, por exemplo. 

Dessa forma, concluímos que apenas a introdução do extrato de própolis no cotidiano não é uma conduta adequada para aumentar a imunidade. 

Relembre os sinais de imunidade baixa

Em artigos anteriores, listamos 15 sinais que podem estar atrelados a baixa imunidade. São eles:

  • Psoríase
  • Anemia
  • Diabetes
  • Fraqueza
  • Resfriados
  • Herpes
  • Queda de cabelo excessiva
  • Olhos frequentemente secos
  • Constipação
  • Diarreia
  • Febre
  • Extremidades corporais frias
  • Enxaqueca
  • Problemas com a cicatrização
  • Utilização constante de antibióticos

Ressaltamos que sintomas isolados não geram um diagnóstico concreto e, dessa forma, é importante consultar um profissional da saúde para fins de tratamento. Se você convive com um ou mais sinais que foram listados anteriormente, busque um médico de confiança. 

Referências:

(1) Pasupuleti et al (2017) 

(2) Huang et al (2014)

(3) Kai et al (2014)

(4) Kuropatnicki et al (2013)

(5) Przybyłek & Karpiński (2019)

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