Qual a relação entre insulina e SHBG?

Muitas pessoas conhecem o papel da insulina e SHBG, dado que existem diversos artigos e estudos sobre eles, feitos isoladamente. Contudo, é possível que tais pessoas não associem esses dois elementos a doenças silenciosas e graves como o infarto do miocárdio e o AVC.

Desta forma, entender o funcionamento da insulina e do SHBG vai além da análise individual dos mesmos. Ou seja, é preciso levar em conta que este hormônio e essa proteína tem total influência sobre o metabolismo, devido a outros fatores relevantes como vamos observar nas próximas linhas.

Com o intuito de esclarecer alguns pontos pertinentes sobre a relação entre insulina e SHBG, este conteúdo foi desenvolvido.

Se você quer saber mais sobre este assunto, siga com a leitura até o final. 

Nos próximos tópicos vamos dominar as funções da insulina e SHBG, além de explorar a relação que existe entre eles e de relacionar suas interferências com algumas doenças graves e silenciosas.

O que são insulina e SHBG?

A insulina é um hormônio produzido pelas células pancreáticas a partir do aporte de glicose, sendo responsável por transportar essa glicose e os triglicérides entre as células. A glicose é necessária e importante para promover energia às células do corpo humano.

Já o SHBG, da sigla sex hormone-binding globulin, é uma proteína que circula no nosso corpo estando ligada aos hormônios sexuais, a exemplo do estradiol e da testosterona.

A importante relação entre insulina o SHBG

Com o passar do tempo acontece um declínio natural dos hormônios esteróides, tanto nos homens quanto nas mulheres. Os homens apresentam baixa no hormônio testosterona, enquanto que as mulheres têm queda nos hormônios ovarianos, como o estradiol.

Esse é um processo cumulativo, crônico e irreversível.

O resultado desse declínio é um processo racional adaptativo que acontece por meio do aumento da produção natural da SHBG.

Sendo assim, a partir do momento que o indivíduo passa a ter níveis de SHBG circulando no organismo acima dos limites fisiológicos, provoca-se uma reação à insulina pancreática, porque esse excesso de SHBG é interpretado pelo corpo como uma crise metabólica.

Desta forma, a demanda de energia aumenta por conta dos déficits hormonais, acionando um outro processo de adaptação chamado contingenciamento de crise.

Então, como é que  o corpo vai contingenciar essa crise? Poupando energia!

Portanto, como toda sua inteligência, o corpo humano entende que precisa estocar energia na forma de depósitos no tecido adiposo. E assim, tem-se um ciclo que nós conhecemos como lipogênese.

As doenças silenciosas

A partir do momento que este ciclo vicioso é disparado, ou seja, menos hormônios sendo produzidos, aumento do limite de SHBG e insulina, gerando mais gordura a ser estocada pelo organismo, tem-se uma maior atividade inflamatória preocupante.

O excesso de tecido adiposo é um potente gerador de citocinas inflamatórias, ou seja, esse efeito pernicioso proveniente da alteração da insulina versus o SHBG, resulta em uma inflamação crônica subclínica.

Essa inflamação crônica subclínica vai acabar provocando a liberação de insultos no endotélio, ou seja, a camada que reveste as nossas artérias. O insulto endotelial desperta a necessidade de restauro e reparo, o que ocorre por meio das moléculas de colesterol oxidado que vão migrar, por convocação do sistema imunológico, formando as placa ateromatosas.

À vista disso, tenho falado constantemente aqui no blog, nas minhas redes sociais e no meu Canal do Youtube que é preciso mudar a nossa percepção de que o infarto agudo do miocárdio e o AVC são doenças de colesterol.

Elas são doenças inflamatórias que tem uma fortíssima base no desequilíbrio hormonal, desequilíbrio alimentar, nos fatores que geram inflamação, fatores que geram resistência a insulina, e que por sua vez, geram a lipogênese resultando em uma disfunção endotelial.

As consequências desse processo podem ser graves e inconversíveis como o infarto e o AVC, doenças silenciosas que levam muitas pessoas a óbito no país e no mundo.

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Precisamos de um olhar crítico

Carecemos, urgentemente, mudar a visão ingênua que temos sobre conceber as artérias massivamente bloqueadas e obstruídas por placas de colesterol, como causadores de infarto.

Precisamos de uma olhar crítico e progressista que nos permita enxergar com precocidade onde estão surgindo os problemas para que todos possamos agir fortemente, com estratégias eficazes, reduzindo a inflamação que, por sua vez, vai reduzir a disfunção endotelial e todo o ciclo vicioso que resulta no aumentos dos riscos vasculares.

Por conseguinte, é importantíssimo que olhemos para a relação entre insulina e SHBG como fatores de promoção de doenças, consideradas decorrentes da velhice, mas que são amplamente detectáveis e evitáveis se observadas com antecedência.

Desta forma, promove-se a redução consistente dos riscos desses eventos mortais que tiram vidas desnecessariamente todos os dias.

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