Reposição de testosterona pode ter efeitos no envelhecimento, apontam estudos

Compartilhe

Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on facebook
reposição de testosterona

A reposição hormonal representa oportunidades de mais energia e saúde para muitos pacientes. Ao examinar e realizar o balanço hormonal de muitos deles, a prescrição de hormônios bioidênticos pode ser indicada.

Um desses hormônios é a testosterona. Tanto para homens quanto para mulheres, a produção desse hormônio pelo organismo tende a cair com o passar dos anos.

Assim como a maior parte dos hormônios, a sua produção é regular até a idade entre 25 e 30 anos, com o seu pico na idade adolescente.

No homem, a testosterona constitui um dos principais anabolizantes naturais responsáveis pelo restauro de inúmeras funções do organismo. É uma grande ilusão achar que a testosterona é um hormônio apenas relacionado aos aspectos da esfera sexual.

A testosterona é um regulador metabólico sistêmico.

Conforme os anos passam e a testosterona entra em declínio, diversos sinais que podem ser confundidos com aquilo que é considerado “normal da idade avançada” começam a aparecer.

Os indivíduos que apresentam baixos níveis da testosterona podem se beneficiar muito da reposição, inclusive, é o que demonstra um estudo conduzido por brasileiros publicado em revista internacional.

O que diz o estudo?

Publicado na revista científica New England Journal of Medicine, esse trabalho mostrou que a testosterona estimula o organismo a produzir a enzima telomerase, capaz de prolongar a capacidade de as células se dividirem.

Com o passar do tempo, os telômeros vão ficando mais curtos. Isso impede as células de se reproduzirem, levando-as ao envelhecimento.

Tal processo está ligado à redução da telomerase, cuja ação repara os telômeros.

Então, os pesquisadores da Universidade de São Paulo – USP realizaram testes em laboratórios. Após os resultados, desenvolveram um protocolo com objetivo de prescrever a testosterona bioidêntica aos indivíduos com telômeros muito curtos e doenças associadas a mutações no gene codificador da telomerase.

Os resultados foram surpreendentes para a equipe. Ao todo, 45% dos participantes apresentaram alongamento dos telômeros, quando o objetivo inicial era apenas de reduzir esse encurtamento.

Assim, as expectativas foram superadas. A pesquisa abriu caminhos para novos estudos em que as doenças crônicas podem ser combatidas por meio da reposição hormonal.

O estudo também foi publicado na Revista Longevidade Saudável, edição 9, em 2015.

Sinais de que a testosterona pode estar baixa

Infelizmente, a deficiência de testosterona ainda é confundida com sinais óbvios de envelhecimento. Assim como as mulheres passam pela menopausa, os homens também contam com o seu próprio declínio hormonal, que é a andropausa.

Os exames laboratoriais costumam ser muito vastos e nem sempre refletem essa deficiência. Dificilmente, um exame de sangue possibilita identificar se os níveis de hormônios estão adequados.

Muitas vezes, a deficiência mostra-se tão sutil nos exames que não identificam a conversão da testosterona em estradiol, o que promove a diminuição do metabolismo e provoca os seguintes sintomas:

  • Músculos mais flácidos;
  • Força física diminui;
  • Aumento da circunferência abdominal;
  • Aceleração do envelhecimento cutâneo;
  • Retração gengival;
  • Redução da imunidade;
  • Maior queda de cabelo.

Para que o homem continue usufruindo dos benefícios dos níveis equilibrados da testosterona, a sua reposição pode ser indicada conforme as informações dos exames cruzadas á sua sintomatologia e avaliação médica especializada.

Espero ter explicado sobre a importância da reposição de testosterona.

Para saber mais sobre o assunto, assista ao vídeo abaixo e aproveite para se inscrever em meu canal do YouTube.

Se você é profissional de saúde e interessado por hormônios, está convidado para o meu Seminário On-line de Hormonologia Aplicada. É 100% gratuito e on-line, com aulas nos dias 25, 26 e 27 de agosto, às 21 horas.Para fazer sua inscrição, basta clicar aqui: Seminário de Hormonologia Aplicada.

Deixe uma resposta