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Artigos

Como saber se estou na menopausa? Confira 17 sinais

Dr. Ítalo Rachid (Cremesp 114612), mais de 30 anos dedicados à Medicina Integrativa, com foco na prevenção e qualidade de vida.
Ítalo Rachid
Ítalo Rachid
Dr. Ítalo Rachid (Cremesp 114612), mais de 30 anos dedicados à Medicina Integrativa, com foco na prevenção e qualidade de vida.
Ítalo Rachid
Ítalo Rachid

Afinal, como saber se estou na menopausa?

Se você estiver pesquisando essa questão no Google, provavelmente está começando a manifestar sintomas que anunciam a fase de climatério, que consiste na transição  para a menopausa. 

Neste artigo explicamos em detalhes 17 sinais que podem estar associados à queda dos níveis hormonais. 

Para saber mais sobre o tema, basta seguir a leitura. 

Como saber se estou na menopausa? Conheça 17 sinais que podem estar associados ao quadro

Em um belo dia você acorda, se arruma e começa a trabalhar. Tudo ocorre normalmente, até que, no meio da reunião com os demais colaboradores da sua empresa, você começa a sentir dificuldade de concentração.

Na verdade, esse não é o único sintoma. As últimas noites não têm sido tão relaxantes assim. Já faz algum tempo que você não dorme direito e, além disso, acorda por conta de suores noturnos que atrapalham a sua noite de sono. 

Outra área de sua vida que não vai tão bem assim é a sexual. Já faz algum tempo que a sua libido está baixa e, por conta disso, você e o seu parceiro não estão mais mantendo relações íntimas. 

Alterações menstruais também passaram a acontecer, no entanto, foram tão sutis que você nem percebeu. O volume menstrual apresenta modificações e você tem percebido escapes no meio do ciclo.

Tais sintomas começaram a lhe trazer dúvidas e, por isso, você digitou no Google “Como saber se estou na menopausa?” ou algum outro questionamento similar. 

Acertamos?

O que você está sentindo é frequente entre mulheres por volta dos 45 anos. No entanto, como sempre ressaltamos, a menopausa ou o climatério produzem efeitos que não podem ser considerados como “normais”. 

Tal período é compreendido por muitos indivíduos e, infelizmente, alguns profissionais da saúde, como uma regra, algo que há de acontecer com todas as mulheres, sendo um momento que marca o “fim” da vida feminina. 

Dessa forma, as mulheres são condicionadas a aceitar todos os efeitos provocados pela menopausa e pelo climatério, demonstrando uma diminuição preocupante da qualidade de vida.

No entanto, neste artigo, queremos ressaltar a importância do entendimento de que não é normal conviver com os sintomas do climatério e da menopausa. Tal quadro merece um olhar individualizado dos profissionais da saúde com conhecimento em hormonologia. 

Conheça, abaixo, 17 sinais estão associados ao climatério e à menopausa:

1. Amenorreia secundária em mulheres com mais de 35 anos por período superior a seis meses:

A amenorreia secundária se caracteriza pela cessação do ciclo menstrual por 6 meses ou mais, ou então por três ciclos menstruais após o estabelecimento dos ciclos regulares.

2. Fogachos:

De forma errônea, os fogachos costumam ser considerados os principais sintomas da menopausa. Eles provocam sensação de calor, transpiração e ruborização da pele, principalmente no rosto.

3. Sudorese noturna:

A sudorese noturna também costuma ser um sinal relacionado à menopausa, interferindo negativamente na qualidade do sono da mulher.

4. Insônia:

A insônia na menopausa é relativamente comum e um dos principais agravantes na saúde física e mental da mulher, visto que o sono controla diversos processos fisiológicos importantes.

5. Labilidade emocional:

As alterações de humor na menopausa são provocadas por conta da desregulação hormonal. Tal perturbação produz prejuízos significativos no convívio social.

6. Ressequidão vaginal:

A ressequidão vaginal é outro efeito produzido pelo desequilíbrio dos hormônios na menopausa, principalmente por conta da diminuição do estrogênio, causando desconforto principalmente no contato íntimo.

7. Dispareunia:

A dispareunia se caracteriza pela dor durante o ato sexual e é uma consequência da secura vaginal, conforme comentado no tópico acima.

8. Declínio cognitivo:

O declínio cognitivo é uma consequência bastante grave do Declínio Gonadal Feminino e pode ocasionar, por exemplo, esquecimento de atividades diárias importantes. 

9. Fragilidade imunológica:

A imunidade de um indivíduo está intimamente relacionada ao equilíbrio hormonal. Como vimos até aqui, durante a menopausa os hormônios sofrem uma verdadeira anarquia, ocasionando, em consequência, prejuízos na imunidade da mulher.

10. Ressecamento da pele:

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), uma das principais alterações hormonais da menopausa é a diminuição da produção de estrogênio. Com isso, é ocasionado a queda na síntese de elastina, responsável pela elasticidade da pele, e do colágeno, que assegura firmeza. 

11. Queda de cabelos: 

As alterações hormonais da menopausa também influenciam diretamente na queda capilar.

12. Aumento do peso total:

Na menopausa existem mudanças importantes devido à queda na produção dos estrogênios, hormônios fundamentais para modular o balanço energético e o metabolismo. Isso não só dificulta o emagrecimento como pode provocar aumento de peso.

13. Aumento do percentual de gordura:

Como vimos anteriormente, a queda na produção dos estrogênios colabora para o desequilíbrio do balanço energético e do metabolismo, contribuindo para o aumento percentual de gordura.

14. Perda de massa magra: 

A perda de massa magra também é uma consequência do desequilíbrio hormonal na menopausa.

15. Perda de massa óssea: 

Estudos mostram que mulheres na pós-menopausa apresentam uma diminuição acelerada da massa óssea após a última menstruação, a qual pode ser até 10 vezes maior do que a observada no período de pré-menopausa

16. Redução da libido: 

Uma das principais queixas das mulheres no climatério é a falta de libido e desejo sexual.

17. Comprometimento da qualidade de vida:

Como vimos, a menopausa contribui, através de inúmeros sintomas, para o comprometimento da qualidade de vida da mulher.  

As 3 fases do climatério: perimenopausa, menopausa e pós-menopausa

Em cada ciclo menstrual, a hipófise libera o hormônio folículo-estimulante e o hormônio luteinizante, responsáveis pelo desenvolvimento dos folículos. Além disso, eles também produzem estrogênio e progesterona, hormônios importantíssimos para a saúde da mulher. 

É por volta dos 30 anos que o metabolismo feminino começa a apresentar sinais de desaceleramento. Quando as quedas hormonais não são tratadas com a devida atenção, é nessa fase que as mulheres podem perceber maior facilidade em aumentar o peso. 

Por volta dos 35 anos, inicia-se na vida de uma mulher uma fase chamada de climatério, que se prolonga até os 65 anos. 

À medida que os 40 anos se aproximam, ocorre a queda da fertilidade, bem como o  declínio no nível de estrogênio no sangue, o que diminui a quantidade de colágeno e elastina na pele, reduzindo sua firmeza e acelerando o processo de envelhecimento. 

Por volta dos 48-52 anos, começam a ocorrer falhas na menstruação e, a partir daí, verificamos a parada total do ciclo menstrual, chamada de amenorreia secundária. Quando isso ocorre, os ovários entram em esgotamento, ocasionando então aquilo que chamamos de menopausa.

Os sintomas que listamos anteriormente se atrelam ao climatério, que pode ser compreendido através de 3 fases.

  • Perimenopausa

Nesse estágio começam a acontecer mudanças fisiológicas e clínicas, tendo como marca principal a queda do estrogênio. Dessa forma, são percebidas irregularidades no ciclo menstrual. Em momentos mais avançados, a mulher passa a perceber ondas de calor, insônia, aumento de peso, mudanças de humor, queda de libido, ressecamento vaginal, além de outros sintomas que podem ser percebidos de acordo com cada paciente.

  • Menopausa

A menopausa é reconhecida quando a mulher tem seu ciclo menstrual interrompido por 6 meses ou mais, resultado da perda de atividade folicular ovariana. 

  • Pós-menopausa

Quando a mulher não realiza adequadamente o tratamento de reposição hormonal, é comum ocorrer um agravo dos sintomas climatéricos listados anteriormente. 

Além disso, quando não tratada, existem várias complicações de saúde associadas à pós-menopausa.

Estudos indicam que durante o período de transição da menopausa, a queda do estrogênio leva a mais reabsorção óssea do que à formação, resultando em osteoporose. A principal ameaça à saúde da osteoporose são as fraturas osteoporóticas.

Além disso, um estudo realizado em 2010 verificou que em mulheres na pós-menopausa, as mudanças no sistema imunológico têm sido atribuídas à privação de estrogênio. 

Outra questão importante foi avaliada em um estudo publicado em 2020 na revista  American Academy of Neurology, o qual indicou que mulheres de meia-idade têm mais chances de apresentar alterações no cérebro relacionadas ao Alzheimer, mesmo quando não há sinais de mudanças no que diz respeito ao raciocínio e a memória. Segundo os pesquisadores, a descoberta pode estar ligada ao período da pós-menopausa, quando o estrogênio deixa de ser produzido.

Tendo em vista todas as informações citadas ao longo deste artigo, ressaltamos a necessidade de se preocupar com a menopausa já na adolescência.  

O quão antes tiver a oportunidade de começar, mais suave será a transição dessas fases marcantes relacionadas à fisiologia feminina.

Normalizar tais prejuízos à qualidade de vida não é a postura esperada de um profissional da área da saúde em pleno século XXI. Todas às vezes que lidamos com determinados tipos de sintomas, precisamos investigar aquilo que está sendo um fator-chave para ocasioná-los.  

A menopausa representa uma verdadeira “anarquia hormonal” e carece de atenção especial, de modo que a qualidade de vida da população feminina não sofra interferências.

Assim, a terapia hormonal individualizada tem ação fantástica e com ela, se consegue restaurar a saúde e a vitalidade da mulher. 

Se você deseja saber mais sobre a menopausa e o climatério, acompanhe os artigos publicados em nosso blog!

Dr. Ítalo Rachid – CREMEC 4435 | RQE 5474 | CREMESP 114612

Médico ginecologista de formação, com quase quatro décadas dedicadas às Ciências da Longevidade Humana, é fundador do Grupo Longevidade Saudável e pioneiro na introdução da Medicina Integrativa no Brasil. Ao longo de sua trajetória, já impactou e formou quase 20 mil médicos, difundindo um modelo de prática clínica inovador, focado na manutenção da saúde, na prevenção e na qualidade de vida. Sua atuação une ética, ciência e visão transformadora, consolidando um legado que ultrapassa gerações.

Dr. Ítalo Rachid - Cremesp 114612

Médico ginecologista de formação, com quase quatro décadas dedicadas às Ciências da Longevidade Humana, é o fundador da Longevidade Saudável, introdutor da Medicina Funcional Integrativa no Brasil e já formou mais de 13 mil médicos nesse modelo de medicina focado na manutenção, promoção da saúde e melhora da qualidade de vida.

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