A desregulação hormonal feminina não é incomum, muito pelo contrário. No entanto, você conhece os sintomas do excesso de hormônio feminino?
Os distúrbios hormonais femininos não aparecem somente na menopausa. Existem outros fatores que podem desencadear a queda ou o aumento da produção de hormônios, como a puberdade e a gravidez.
Os hormônios são produzidos pelas glândulas endócrinas e funcionam como mensageiros para o controle do funcionamento do corpo.
Eles são responsáveis por permitir e controlar o crescimento, a reprodução, o metabolismo e outras funções.
É de extrema importância estar atento aos sinais que podem indicar uma possível alteração nos níveis hormonais.
Para saber os sintomas do excesso de hormônio feminino, continue a leitura.
Afinal, quais são os sintomas do excesso de hormônio feminino?
As mulheres passam por fases de turbulência hormonal durante toda a sua vida.
Mensalmente, o corpo lida com o ciclo de vaivém dos hormônios e a menstruação. Por si só, esse ciclo natural pode provocar oscilações de humor e incômodos, como as cólicas menstruais.
Contudo, além da sintomatologia comum desse distúrbio hormonal mensal, pode haver outros sintomas do excesso de hormônio feminino que podem estar passando despercebidos.
Para o corpo feminino, o estrogênio – hormônio considerado “feminino” – quando em altas doses pode ser identificado através do ganho de peso, por exemplo.
De acordo com uma revisão sistemática, publicada no BioMed Research International, hormônios ovarianos influenciam fortemente a distribuição e controle de gordura corporal em mulheres e, por conta disso, níveis desequilibrados desse tipo de hormônio podem levar ao desenvolvimento da síndrome metabólica relacionada à obesidade e consequências dele, como um maior risco cardiovascular para esses indivíduos.
Outros sintomas podem ser observados em mulheres que sofrem com o desequilíbrio de estrogênio em seu organismo:
- Inchaço;
- Mãos e pés frios;
- Dificuldade para dormir/insônia;
- Fadiga;
- Perda de cabelo;
- Dores de cabeça;
- Redução do desejo sexual;
- Mudanças de humor, depressão ou ansiedade;
- Problemas cognitivos;
- Região do peito inchada ou dolorida.
Além disso, o estrogênio alto também pode causar problemas menstruais, em mulheres pré-menopáusicas, ocasionando períodos irregulares, manchas ou sangramento forte e sintomas mais graves do período pré-menstrual.
Embora considerado um hormônio feminino, o estrogênio também é produzido e essencial para o funcionamento do organismo do homem.
Nesse sentido, o estrogênio alto em homens pode afetar nos quesitos sexuais e relacionados ao seu crescimento, como também no desequilíbrio da testosterona.
Os níveis elevados de estrogênio no homem podem causar:
- Infertilidade;
- Ginecomastia;
- Disfunção erétil.
Conheça os principais hormônios femininos
A maioria dos hormônios está presente tanto no público feminino quanto no masculino, porém em níveis diferentes.
É a partir desses níveis que definimos quais são os hormônios correspondentes a cada gênero, mesmo eles sendo de extrema importância em ambos.
Os principais hormônios sexuais femininos são o estrogênio e a progesterona, produzidos principalmente pelos ovários durante a vida reprodutiva.
Além destes, há também o hormônio folículo-estimulante (FSH, sigla em inglês) é produzido pela hipófise, uma glândula localizada na base do cérebro.
Os hormônios femininos são fundamentais para a puberdade e desenvolvimento das características sexuais femininas, como o crescimento das mamas, pelos pubianos, contornos do corpo e fertilidade.
Para que tais hormônios estejam em pleno funcionamento é necessário que o hipotálamo esteja produzindo o hormônio GnRH de forma constante. Isso estimulará a produção do FSH (hormônio folículo estimulante) e de LH (hormônio luteinizante) pela hipófise.
O FSH e o LH, por sua vez, estimulam os ovários, respectivamente, na maturação dos óvulos e na ovulação.
O estradiol e a progesterona têm ação sobre o útero, preparando-o para implantação do óvulo fecundado. Na ausência de fecundação, os níveis de estradiol e de progesterona no sangue caem e ocorre a descamação da mucosa interna do útero (a menstruação).
Equilíbrio hormonal e qualidade de vida
Como explicado acima no artigo, nosso organismo depende de um delicado equilíbrio.
É possível ver isso exemplificado na explicação do funcionamento dos hormônios sexuais femininos. Isso quer dizer, que, caso uma das partes não esteja funcionando plenamente, isso pode prejudicar todo o processo que, em efeito dominó, pode prejudicar seriamente a qualidade de vida de um indivíduo.
Inclusive, o estrogênio em alta, é considerado um dos fatores de risco para câncer de mama e câncer de ovário, além de aumentar as chances para o risco de câncer endometrial, de acordo com American Cancer Society (ACS).
Diante desta perspectiva, faz-se de suma importância o cuidado da saúde hormonal de todo e qualquer indivíduo.
Dentro disso, recomenda-se que se busque um profissional da saúde que tenha conhecimento em hormonologia para que dessa maneira seja possível alcançar o bem-estar e a qualidade de vida.



