Depressão: será que os antidepressivos curam essa doença?

Você já se perguntou: será que os antidepressivos curam de fato a depressão?

Essa dúvida é cada vez mais comum entre as pessoas, felizmente. Afinal, é uma população muito grande vivendo sob efeitos de medicamentos antidepressivos. Apesar da necessidade do uso dessas substâncias no cotidiano, existe um questionamento se existe uma vida sem eles.

Afinal, os antidepressivos são a solução? Somos a primeira geração em que pessoas em plena fase laboral estão medicadas em excesso. Ainda não sabemos, na prática, as consequências que a futura população idosa vai arcar.

Embora a ciência aponte a piora dos casos de demência e as doenças crônicas acentuadas, pode ser ainda mais nefasto esse futuro.

Por isso, é tão importante buscar alternativas aos antidepressivos. Quer saber como? Continue até o final para saber será que os antidepressivos curam a depressão.

Como agem os antidepressivos?

Converse com qualquer pessoa que use antidepressivos por um determinado período de tempo. Que seja há 2, 3 ou 5 anos. Se ela vai ficar curada da depressão? Dificilmente. Pelo contrário: ela deve usar os medicamentos para evitar a doença.

Na maior parte dos casos, nem mesmo o uso do medicamento é garantia que o problema fique controlado. A depressão pode exigir o aumento da dose e até o uso de novos medicamentos.

Os antidepressivos não tratam a depressão na sua origem!

E sabe por que? A causa da depressão não é a falta de um antidepressivo. Mesmo assim, a fluoxetina e a sertralina continuam sendo prescritas indiscriminadamente. Somente na Inglaterra, em 2018, 38 milhões de caixas foram comercializadas.

Tudo que os antidepressivos podem fazer pelo paciente é retardar os sintomas e controlar o progresso desse quadro. Mas, não tem o poder de agir diretamente nas causas da depressão.

Leia também: Alzheimer e os hormônios: como combater a doença?

Então, o que desencadeia a depressão?

A depressão não é uma doença causada por um único fator. Pessoas diferentes ficam deprimidas por causas diferentes, e geralmente são fatores combinados.

É por isso que o diagnóstico deve envolver uma avaliação completa do paciente. Não apenas os aspectos emocionais, como também seus hábitos de vida e sua modulação hormonal.

Uma das principais causas da depressão é a falta do equilíbrio entre os hormônios. Níveis irregulares de T3, cortisol, melatonina, estradiol, testosterona, entre outros, podem levar à alteração do estado emocional do paciente.

Além disso, os neurotransmissores também contam com papel fundamental no bem-estar. Um dos mais famosos, e também mais importantes, é a serotonina. Sua função é regular a troca de informações entre os neurônios. Na maioria das vezes, o indivíduo deprimido conta com baixíssimos níveis de serotonina.

Para elevar os níveis desse e de outros neurotransmissores, é preciso cuidar bem do intestino. É por lá que a maior parte da serotonina que o cérebro necessita é produzida.

Uma alimentação saudável, prática de exercícios físicos e boas noites de sono são essenciais para a regulação de serotonina. Quando os níveis estão muito baixos, é preciso investigar se o intestino está com alguma doença, como a disbiose.

Sim, uma doença intestinal pode desencadear a depressão. Portanto, quem está com sintomas depressivos precisa de uma avaliação global em vez de receber uma avalanche de remédios que pouco podem fazer pela sua saúde.

Eu espero que este artigo seja útil para você entender por que os antidepressivos estão muito distantes da eficácia no combate à depressão. Seu uso, no meu ponto de vista, deve ser recomendado com muita responsabilidade pelo médico.

Para saber mais, assista ao vídeo abaixo e aproveite para se inscrever em meu canal do YouTube.

Até a próxima!

Dr. Ítalo Rachid

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