Como é a saúde dos médicos no Brasil?

A saúde dos médicos no Brasil é um assunto pouco discutido. Porém, de alta relevância para toda a sociedade.

Pela lógica, a classe que mais cuida da saúde da população deveria ostentar os melhores índices de qualidade de vida. Infelizmente, não é o que os números mostram. Muito pelo contrário!

Continue até o final deste artigo para saber como é a saúde dos médicos no Brasil.

Números estarrecedores

De acordo com um mapeamento realizado em todo o país pelo Conselho Federal de Medicina, a saúde dos médicos no Brasil é pior do que a saúde de seus próprios pacientes em geral.

A primeira informação é de que entre todos os profissionais classificados como liberais o médico é o que conta com pior saúde. A saúde foi avaliada conforme incidência de doenças e abstinência do trabalho.

Outro dado assustador que o levantamento traz é sobre o suicídio entre médicos. Em 18% dos casos, a causa primária de morte é suicídio.

A insatisfação com o trabalho também é alta, o que leva muitos médicos ao consumo de drogas como portal para fuga da realidade.

Mais de 54% dos médicos no Brasil são fumantes. Pelo menos 38% são dependentes químicos sendo que entre estes mais de 50% usam drogas ilícitas.

Esses dados levam a expectativa de vida dos profissionais: o homem médico vive até 5 anos a menos do que a população em geral.

A mulher médica tem expectativa de vida 20 anos menor, gira em torno de 58 anos, comparável a países de extrema pobreza.

Leia também: O que é longevidade saudável e por que isso interessa a você

Por que isso acontece?

Como médicos, devemos buscar uma coerência entre nossa prática e nossas vidas. Apesar de sermos cuidadores, muitos de nós são cuidamos de nós mesmos e muitas vezes sequer sabemos como ter esse autocuidado.

A cultura da medicalização atinge em cheio os profissionais da medicina. Desde as duas guerras mundiais ocorridas no século 20, temos em pomadas e pílulas a solução para qualquer incômodo.

Os mesmos antibióticos e antifúngicos utilizados para salvar soldados dos ferimentos de guerra passaram a ser empregados para todo e qualquer contexto.

Os médicos acreditaram tanto nesse modelo de medicina que hoje muitos são vítimas dele.

Esquecemos que nosso corpo sabe como se curar sozinho.

Os medicamentos tem um papel importante, mas que não deve ser desvirtuado. Sua função é controlar os sintomas de algum problema, e não as causas desse problema.

Se você, sendo médico ou não, deseja pensar fora dessa caixa e abandonar essa cultura, continue acompanhando este blog. Também convido a seguir meu perfil no Instagram e minha página no Facebook.

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Até a próxima!

Dr. Ítalo Rachid

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