Qual é o papel do sono no envelhecimento?

Você conhece o papel do sono no envelhecimento? É verdade que o organismo depende de boas noites de sono para reestruturar seus processos e renovar suas células. Infelizmente, a maior parte das pessoas não presta atenção na qualidade do sono.

É o que revela um estudo da Royal Philips sobre como está o sono dos latino-americanos divulgada em 2018. Em todo o continente, 75% das pessoas citaram sofrer de distúrbios do sono e admitiram dormir menos que 7 horas por noite.

Esse quadro é preocupante principalmente quando consideramos que a qualidade do sono tende a cair conforme o avanço da idade. Para entender o papel do sono no envelhecimento, leia este artigo até o final.

Por que dormir bem rejuvenesce

Nosso organismo tem engrenagens que não podem ser ignoradas. Algumas delas, estão em pleno funcionamento durante uma noite de sono. Nossos antepassados não conseguiam uma quantidade de calorias tão elevadas como atualmente temos à disposição. Logo, era preciso dormir para economizar energia.

Outra razão pela qual boas horas de sono são imprescindíveis para o organismo é o papel reparador. A privação de sono acarreta em desequilíbrios metabólicos e neuroendócrino, afinal, a liberação de cortisol e adrenalina é disparada.

O aumento da pressão sanguínea e a total desregulação do metabolismo é a principal consequência. Logo nas primeiras 24 horas após uma péssima noite de sono, é possível que você sinta uma alta necessidade de consumir carboidrato, o que não é nada saudável.

Um estudo recente da Universidade de Rochester mostra que durante o sono o cérebro faz uma limpeza completa ao colocar para fora células mortas e também moléculas da proteína beta-amiloide, a qual impede conexões entre neurônios ao ficar acumulada e, assim, provoca o Alzheimer.

Assim, é preciso dormir bem para que as células não apenas do cérebro, mas de todo o organismo, possam ser renovadas. O avanço da idade torna o sono ainda mais importante para o bom funcionamento do corpo humano.

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Sono e envelhecimento

Após os 50 anos de idade, a tendência natural é que a pessoa durma uma média de 27 minutos a menos por dia a cada década. Assim, o sono irregular passa a se tornar uma constante conforme o passar dos anos.

A fase REM, que é a mais profunda do sono, também diminui cerca de 50% após os 50 anos. O mecanismo responsável pela revitalização do corpo, portanto, fica cada vez mais fragmentado e superficial.

Dessa forma, os processos catabólicos do envelhecimento que já estão em curso são potencializados pela má qualidade do sono. Ao dormir mal, o organismo desencadeia mais dificuldades para pegar no sono. Um ciclo vicioso nocivo. Para preveni-lo, seguem algumas dicas:

  • Evite carnes vermelhas a partir das 16 horas;
  • Faça suas refeições até no máximo às 19 horas;
  • Dê preferência para saladas, proteínas magras e baixo teor de gordura;
  • Vá para a cama no máximo até as 23 horas;
  • Invista em um ambiente bem escuro e silencioso.

Eu recomendo a qualquer idoso com dificuldade para dormir uma consulta médica onde esse problema seja investigado. Em alguns casos, é provável a indicação terapêutica da suplementação da melatonina.

Espero que este artigo ajude você a entender o papel do sono no envelhecimento.

Até a próxima!

Dr. Ítalo Rachid

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