Quais os impactos da doença celíaca no cérebro?

A doença celíaca é pauta de muitos estudos, artigos e reportagens mundo afora. Isso porque o número de pessoas que apresentam essa patologia cresce a cada ano que passa. Mas além do seu potencial maléfico para a saúde como um todo, você conhece os impactos da doença celíaca no cérebro?

Pois bem! Esse é um assunto sério que merece advertência. Portanto, o escolhi para o artigo dessa semana.

Existe uma forte relação entre a doença celíaca e eventuais problemas neurológicos apresentados pelas pessoas que possuem esse problema.

Sendo o corpo humano um complexo e inteligente sistema em que diferentes órgãos se interligam para mantê-lo cumprindo a sua missão, a má absorção de nutrientes decorrente da doença celíaca pode sim, afetar o desempenho do cérebro.

Ter clareza sobre essas questões fará uma riquíssima diferença na qualidade de vida no indivíduo.

Dito isto, para entender mais sobre essa patologia e saber quais são os impactos da doença celíaca no cérebro confira este conteúdo por completo.

Além disso, relacionei aqui, alguns pontos relevantes sobre o tratamento da doença celíaca.

O que é doença celíaca?

Para iniciar o assunto que é protagonista deste artigo, será preciso contextualizar o que é a doença celíaca. Entender seus porquês é peça fundamental no processo de convivência com a doença.

Muito tem se falado a respeito da imunidade nos últimos tempos, mas você sabia que a doença celíaca também é uma patologia autoimune?

Por meio dela, as células de defesa imunológica agridem as outras células do organismo resultando em sérios quadros inflamatórios. Na doença celíaca, o gatilho que desperta a ação imunológica é o glúten, proteína presente no trigo, na cevada e no centeio.

O processo inflamatório causado pelo glúten, ocorre na parede interna do intestino delgado que, por sua vez, leva a atrofia das vilosidades intestinais, prejudicando brutalmente a absorção dos nutrientes.

Quais os impactos da doença celíaca no cérebro?

O intestino é uma porta para o fortalecimento do sistema imunológico, assim como pode ser, um “campo minado” no caso de pessoas intolerantes a certos alimentos a exemplo da doença celíaca.

Da mesma forma que os nutrientes e minerais necessários a manutenção da saúde são recebidos, digeridos e absorvidos por meio de intestino, a disabsorção decorrente de um intestino inflamado pode ser altamente prejudicial para o indivíduo.

Portadores de doença celíaca quando não se atentam aos cuidados necessários, podem desenvolver doenças graves, incluindo os eventuais problemas no cérebro.

Os déficits de ferro, vitamina A, D, E, K, B12 e ácido fólico que podem ser agravados com a doença celíaca, estão associadas a casos de:

  • Neuropatias periféricas (geralmente sensoriais): a doença celíaca é detectada em até 10% dos pacientes;
  • Atrofia cerebral e demência: 10 a 15% dos pacientes diagnosticados sem causa previamente conhecida são celíacos;
  • Déficit de atenção e hiperatividade: 71% das crianças diagnosticadas como celíacas apresentam anormalidades no exame de eletroencefalografia;
  • Enxaqueca: estima-se que 5% dos pacientes que sofrem com enxaqueca sejam portadores de doença celíaca.

Perceba, meu amigo (a), que a situação é de extrema seriedade e não pode ser negligenciada pelos paciente e pelos profissionais de saúde.

Sintomas da doença celíaca

O sintomas associados a doença celíaca são muitíssimo desconfortáveis, como por exemplo:

  • Perda de peso;
  • Anemia;
  • Prisão de ventre;
  • Diarreia;
  • Sensação de estufamento;
  • Cólicas intestinais;
  • Desconforto abdominal.

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Como tratar a doença celíaca?

A doença celíaca não tem cura. Contudo, a retirada dos alimentos que contêm glúten da alimentação diária, vai eliminar as inflamações decorrentes da patologia.

Reservar atenção para os hábitos alimentares é imprescindível para o celíaco. Sendo essa uma doença que prejudica o perfeito funcionamento do intestino, o desempenho das funções do organismo como um todo acaba sendo prejudicado em decorrência da falta de nutrientes indispensáveis.

Além do mais, outros sintomas podem surgir por conta dessa insuficiência, como por exemplo, cansaço excessivo, falta de ar, queda de cabelo, lesões na pele e dificuldades de crescimento quando se trata de crianças celíacas.

A importância da base alimentar

Eu elegi a palavra BASE, justamente para enfatizar que a alimentação é a origem de uma vida saudável da mesma forma que enuncia uma rotina repleta de doenças graves caso seja desmerecida pelos indivíduos.

Sendo assim, para manter o cérebro em perfeita atividade ao longo da vida é preciso dedicar atenção ao que se põe no prato ou leva a boca.

Independente da doença celíaca, essa é uma premissa válida para todos.

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