Qual é o papel da reposição hormonal nos tratamentos?

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papel dos hormônios

O papel da reposição hormonal nos tratamentos pode fazer completa diferença para a saúde do paciente.

Quando um profissional de saúde trata de quaisquer problemas que um paciente enfrente, é muito comum deparar-se com situações que denotam claramente que sofre com algum declínio hormonal.

Assim, é altamente recomendável que encaminhe a um médico para que uma avaliação profunda possa ser realizada e possa prescrever a reposição hormonal.

Mas, até que chegue a esse ponto, é preciso desmistificar alguns conceitos sobre os papéis dos hormônios no organismo.

Hormônios bioidênticos X Esteroides

Quando falamos em reposição hormonal, estamos obrigatoriamente nos referindo aos hormônios bioidênticos. A partir do momento que estabelecemos que o indivíduo sofre com declínios hormonais, precisamos compreender que esses hormônios atuam em uma hierarquia.

Parece muito com a lógica de uma orquestra: quando assistimos a um espetáculo, nunca ouvimos apenas o violoncelo ou o saxofone. Mas, sim, o seu som em harmonia com todos os outros instrumentos.

Para que isso aconteça, é preciso que os músicos se posicionem cada qual em seu lugar adequado. Alguns mais próximos ao palco, outros mais ao centro, outros mais ao final da sala.

E o que isso significa? Embora todos sejam importantes, alguns contam com maior relevância que outros. Assim como na orquestra hormonal humana.

Existem hormônios que tem uma atividade muito mais sistêmica, envolvendo funções muito mais vitais. Por isso, ao realizar a prescrição desses hormônios, é fundamental que essa hierarquia seja respeitada.

A hierarquia hormonal

O maestro é o que chega primeiro, fica à frente de todos e até é aplaudido separadamente.

E por que? Devido ao motivo de ser o regente de toda a orquestra.

É ele quem determina o andamento, a harmonia, o compasso, o tempo… A execução da peça é responsabilidade do maestro.

Para entendermos como isso funciona na orquestra hormonal, vamos observar a posição do ser humano em pé. As glândulas do ser humano posicionam-se em uma linha vertical que vai desde a glândula pineal, no meio do cérebro, seguindo pelo hipotálamo, hipófise, tireoide e suprarrenais.

Abaixo, temos testículos nos homens e ovários nas mulheres.

Se uma pessoa está em declínio hormonal, não é razoável começarmos a corrigir um hormônio que está em queda produzido pelos ovários sem antes corrigir o hormônio em queda na glândula pineal.

Fazer isso é equivalente a colocar um soldado que está varrendo a rua em uma cadeira de gerenal. Essa é uma transgressão que observo ocorrer todos os dias.

Uma área onde ocorre muito é na educação física. Estou cansado de receber em minha clínica pessoas que usam o GH por conhecer sobre os seus benefícios através de um profissional da academia.

Com todo o respeito, esse profissional não tem o aprofundamento necessário para fazer essa prescrição.

Muito provavelmente, antes de cair o GH, outros hormônios já caíram. Assim, ao utilizar o GH de maneira empírica e aleatória, alguns atributos não entram nessa conta.

Por exemplo: esse indivíduo também pode ter queda de melatonina ou cortisol. Nesse caso, não vai fazer efeito a dose do GH porque os seus receptores também são sensibilizados pela dose de outros que estão em declínio.

Então, o que ocorre? O indivíduo que consumiu sem nenhum critério, em alguns casos, sequer conta com declínio do GH. Assim, quando usa, pode não sentir nenhum efeito.

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