Cérebro e meditação: um hábito, inúmeros benefícios

A relação entre cérebro e meditação ainda é vista por uma perspectiva de tratamento alternativo, porém, cada vez mais estudos científicos investigam e comprovam a eficácia desse hábito para a saúde.

A Organização Mundial da Saúde reconhece o aumento dos casos de depressão e ansiedade em todo o mundo. De acordo com o órgão, o Brasil é campeão em número de pessoas com transtornos de ansiedade do mundo (9,3%) e o quinto mais depressivo (5,8%).

Frente a esse cenário, é preciso buscar alternativas que unam eficácia com o mínimo de efeitos colaterais possíveis, a fim de evitar o desequilíbrio do organismo diante da exposição à medicação intensa.

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Novos problemas, antigos mecanismos

Embora depressão e ansiedade sejam transtornos que se proliferaram nos tempos atuais, o estresse característico nos acompanha desde os tempos mais remotos. Frente a problemas criados por nós mesmos na modernidade, acionamos uma região primitiva do cérebro.

Ao estimular essa área, também damos conta da liberação de hormônios pelo sistema límbico que têm a capacidade de manter o nosso estado de alerta diante de situações de perigo.

Há milhares de anos, as situações de perigo eram animais selvagens e tribos rivais. Hoje, podemos exemplificar como estimulantes dessa área do cérebro os problemas no trânsito e as demandas no trabalho. Existem muitas outras.

Embora tenha sido de extrema importância para a perpetuação da espécie, essa região cerebral hoje é super estimulada e precisa ser “desligada” com frequência para que possamos garantir o bom funcionamento do cérebro de maneira geral.

Estudos sobre cérebro e meditação

Um estudo publicado na Science Daily envolveu pesquisadores que analisaram 14 participantes. Todos contavam com a pressão arterial normal, porém, com altos níveis de ansiedade.

Ficou comprovado que apenas uma sessão de meditação de uma hora foi capaz de regular os batimentos cardíacos, a pressão sanguínea e aliviar os sintomas da ansiedade.

A prática também foi relacionada a diminuição das experiências de dor. Dessa vez, o estudo foi publicado no Homewood Health, e associou o estímulo ao controle cognitivo e emocional à regulação da resposta da amígdala ao estresse.

Por isso, não existem razões para não incluir a meditação no seu cotidiano.

Para começar esse hábito com consistência, reserve entre 10 e 15 minutos diários para silenciar a sua mente. Você pode iniciar com o auxílio de um terapeuta especializado na área ou com um aplicativo de celular.

Faça experimentos e perceba o que funciona para você. O mais importante é atingir o estado meditativo por um momento no dia. Experimente e comprove os resultados benéficos.

Espero que este artigo tenha ajudado você a entender a relação entre cérebro e meditação.

Até a próxima!

Dr. Ítalo Rachid

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