Alzheimer e os hormônios: como combater a doença?

Você conhece a relação entre Alzheimer e os hormônios?

A doença tão temida pela maioria da população está completamente ligada às alterações hormonais que ocorrem com o tempo. Afinal, nossa química cerebral é completamente influenciada por tais mudanças.

Os hormônios atuam preservando as ramificações do cérebro conhecidas como dendritos. Esses dendritos são os responsáveis pela comunicação entre as células de nosso cérebro.

Conforme envelhecemos, os dendritos ficam cada vez mais sensíveis às alterações hormonais, dificultando as intercomunicações e originando doenças neurodegenerativas.

Se esse processo tem a ver com envelhecimento, é possível evitar? Como a maioria das doenças, afirmo que sim. Continue até o final do artigo para entender como você pode combater o Alzheimer cuidando dos seus hormônios.

A regulação hormonal

Entre as doenças neurodegenerativas, a mais grave e preocupante sem dúvidas é o Alzheimer. Quando os dendritos perdem a capacidade de comunicação, a consequência é o desenvolvimento da doença.

O grande problema é que a maior parte dos diagnósticos só ocorre quando não há nada mais a ser feito pelo paciente. Ou seja, o Alzheimer já está consolidado e só resta controlar a doença.

Nesse estágio, o cérebro já perdeu tantos neurônios que reverter a saúde cerebral é inviável. Aos poucos, a pessoa começa a esquecer o nome de familiares, o seu endereço, número de telefone, entre outras informações do cotidiano.

No começo, é comum ouvir que é “um sintoma da idade” e deixar de lado. No entanto, conforme o quadro agrava, o diagnóstico pode revelar um problema muito mais sério.

Um dos caminhos para evitar essa doença neurodegenerativa crônica é cuidar da sua regulação hormonal por toda a vida. Especialmente se já existem casos de Alzheimer na família.

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Alzheimer: um problema que também é seu

As estatísticas sobre a doença de Alzheimer são preocupantes. Enquanto muitos se referem aos esquecimentos como “coisa da idade”, temos uma grande população avançando rumo aos 80 anos.

A cada 4 pacientes com Alzheimer, 3 são mulheres. Aproximadamente 52% das pessoas que ultrapassam os 80 anos, atualmente, desenvolve o Alzheimer. Isso significa que adquirir essa doença neurodegenerativa deixou de ser exceção para ser regra.

O grupo populacional acima de 80 anos cresce até 12 vezes mais que outras faixas etárias, o que deve ser fonte de preocupação, pois são muito vulneráveis.

Por isso, o reequilíbrio hormonal deve ser uma aposta na frente contra a doença de Alzheimer. Se não for capaz de combater completamente, ao menos atenua os principais sintomas.

Quando os hormônios ficam equilibrados, a comunicação entre os dendritos do cérebro seguem estabelecidas e saudáveis, apesar da idade. Converse com seu médico para que ele avalie seus níveis hormonais e te oriente na prevenção do Alzheimer.

Eu espero que este artigo ajude você a entender a relação entre Alzheimer e os hormônios. Para saber mais, assista ao vídeo abaixo e aproveite para se inscrever em meu canal do YouTube.

Até a próxima!

Dr. Ítalo Rachid

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