11350579_474940402665236_5486186226821263326_nPredominância estrogênica e risco de câncer

Toda doença vem de um desequilíbrio metabólico. Quando o desequilíbrio metabólico subjacente é corrigido, a doença vai embora. Se essa correção não persistir, a doença voltará. O câncer não é diferente: é causado por um desequilíbrio metabólico subjacente que transforma células normais em células malignas.

O início do câncer de próstata, mamas e útero é, principalmente, devido ao predomínio estrogênico associado a estilo de vida e fatores ambientais (agentes tóxicos que facilitam a oxidação do estrogênio).

Em homens, o estrogênio sobe gradualmente com a idade, enquanto caem a testosterona e a progesterona, tendo, como consequência, a predominância estrogênica masculina. Esses níveis de estrogênio aumentam ainda mais no envelhecimento de homens com sobrepeso, pois a enzima aromatase, presente nas células adiposas, transformam os níveis já diminuídos da testosterona e androstenediona em estrógenos, incrementando o malefício do predomínio estrogênico masculino e estimulando, por exemplo, o crescimento da próstata. Concluindo: quanto mais obeso for o indivíduo, provavelmente, mais elevados serão seus níveis de estradiol.

Investigadores do Instituto Nacional do Câncer (EUA) descobriram que homens com maior resistência à insulina têm um risco aumentado de câncer prostático comparado a homens com melhor sensibilidade à insulina. Como a resistência à insulina parece conduzir ao predomínio do estrogênio, pode ser suposta a associação entre resistência à insulina, predominância estrogênica e câncer da próstata.

Mesmo que um homem tenha níveis de testosterona normais, se os níveis de estradiol forem elevados, poderá apresentar um quadro clínico de predomínio do estrogênio, como ganho de peso, crescimento mamário, ansiedade, irritabilidade, intolerância, problemas de vesícula, e o crescimento da próstata.

As mesmas situações que causam o câncer de mama causam o câncer de próstata. É altamente improvável que a testosterona seja o causador do câncer prostático. Seus níveis mais elevados são encontrados na adolescência, período em que ninguém adquire câncer de próstata. De modo inverso, o risco desse câncer no homem aumenta quando os níveis de testosterona e de progesterona caem e os de estradiol sobem.

Esse predomínio estrogênico traz ainda riscos cardiovasculares agregados, como infarto miocárdico e derrame cerebral, em ambos os sexos.

A testosterona é um antagonista direto do estradiol. As mulheres desenvolvem as mamas porque o efeito do estradiol nelas é mais forte que o efeito da testosterona. Os homens também produzem estradiol, mas, durante a maior parte da vida (adolescência até a fase adulta), há maior produção de testosterona, o suficiente para bloquear o desenvolvimento das glândulas mamárias e outros efeitos indesejáveis consequentes a um domínio estrogênico.

O estradiol e a progesterona são hormônios projetados para trabalhar juntos, equilibrando mutuamente propriedades antagônicas para produzir um ótimo benefício hormonal em homens e mulheres. A progesterona, assim como a testosterona, é hormônio necessário para prevenir os efeitos indesejáveis do estradiol não antagonizado. O estradiol, sem oposição, pode ser letal.

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