11060462_503014693191140_1980630259727501416_nNozes: ricas em polifenóis e amigas do coração

Cozidas ou cruas. Não importa, as nozes trazem grandes benefícios para a saúde cardiovascular. A constatação foi feita em estudo recentemente divulgado por pesquisadores da University of Scranton, na Pensilvânia. Além de demonstrarem uma grande quantidade de polifenóis, classe de compostos bioativos, os pesquisadores também mostraram, por meio de análises laboratoriais, que os antioxidantes das castanhas são efetivos para a saúde do coração. As pesquisas foram publicadas no Jornal Food & Function. De acordo com o estudo, esses compostos reduzem o risco de doenças coronarianas porque diminuem os níveis de colesterol, melhoram o ?uxo sanguíneo e reduzem a in?amação relacionada à doença cardiovascular. E mais: as nozes não apenas têm mais polifenóis, como também possuem aqueles mais potentes.

Para o cardiologista e ortomolecular Artur Lemos (Cremerj 229806), presidente da Regional RJ da Associação Médica Brasileira de Oxidologia (Ambo), o estudo dos pesquisadores norte-americanos vem reforçar o que muitos especialistas já sabiam: as castanhas fornecem nutrientes e antioxidantes que trazem benefícios significativos para a saúde. “Já em 1990, identificou-se o benefício que o uso moderado de vinho pode trazer para as doenças do coração, devido ao polifenol conhecido com resveratrol, presente nas uvas e no vinho”, lembra Lemos.

De acordo com o médico – que tem três livros publicados, entre os quais Radicais Livres nas Doenças Cardiovasculares –, os polifenóis ajudam a combater não só doenças cardiovasculares, mas também o câncer. Isso porque todos os compostos antioxidantes têm a propriedade de prevenir a formação de tumores. E a substância auxilia também o combate à oxidação do LDL, o colesterol ruim, o que, por sua vez, ajuda a impedir a obstrução das artérias. “O colesterol, por ser composto de uma parte de gordura, é facilmente oxidável, e essa forma oxidada é que é responsável pela formação das placas de gordura. O colesterol não oxidado não forma placa de gordura. Assim, mais importante que os níveis de colesterol no sangue é a quantidade de colesterol oxidado”, explica.

O termo polifenóis ou compostos fenólicos refere-se a um amplo e numeroso grupo de moléculas encontradas em hortaliças; frutas; cereais; chás; café; sementes oleaginosas; ervas aromáticas e especiarias. Em todo o mundo, a comunidade científica vem realizando pesquisas envolvendo os polifenóis, classe de compostos bioativos. E não é para menos. Os efeitos biológicos são numerosos: sequestro de espécies radicalares de oxigênio (radicais livres, moléculas responsáveis pelo envelhecimento das células e que são produzidas como resultado de reações químicas do organismo); modulação da atividade de algumas enzimas, como a AMP-kinase, que desempenha um papel no equilíbrio da energia celular; e inibição da proliferação celular. Estudos têm mostrado ainda que os polifenóis apresentam potencial como agente antibiótico, antialergênico e anti-in?amatório.

No caso dos ácidos fenólicos, eles são encontrados em frutas com caroço, como pêssego, ameixa e nectarina. Recente estudo realizado na Universidade Texas A&M, nos EUA, envolvendo essas frutas, foi apresentado à Sociedade Americana de Química, na Filadélfia. De acordo com a pesquisa, elas contêm compostos bioativos capazes de combater a síndrome metabólica – doença que altera as taxas de glicose, triglicérides, o colesterol, a pressão e o peso. As principais substâncias encontradas foram antocianinas e ácido clorogênico, derivados de quercetina e catequinas, que atuam em células dos tecidos conjuntivo, vascular e gorduroso, controlando diferentes expressões de genes e proteínas.

“Outra vantagem dos alimentos ricos em polifenóis é que eles reduzem as ondas de calor, ou fogachos, que geralmente acompanham a menopausa. Nesse caso, o polifenol mais conhecido é a iso?avona de soja”, explica o Dr. Artur.

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