11242788_503242616501681_3706586627078445484_nColágeno para articulações saudáveis | Parte 2: Funções do colágeno

O especialista esclarece que o colágeno é a proteína mais abundante do organismo e existem mais de 10 diferentes tipos da substância, com composições e funções distintas. “Ele fortalece os tecidos, promove elasticidade e dá resistência à pele, aos músculos, tendões, meniscos, ligamentos, veias, vasos e artérias, além de realizar a distribuição de fluidos em vasos sanguíneos e linfáticos”, comenta o médico, que ressalta ainda que o colágeno II é o tipo encontrado nas cartilagens articulares, sendo produzido pelas células cartilaginosas.

O colágeno é produzido normalmente no nosso organismo desde que nascemos. Contudo, quando entramos na fase da maturidade, sua deficiência começa a ser notada, com a diminuição da elasticidade da pele, o aparecimento de rugas e o aumento da fragilidade articular e óssea. Diversos estudos mostram que, a partir dos 30 anos, o corpo sofre uma perda de colágeno por volta de 1% ao ano e, aos 50, passa a produzir apenas uma média 35% do colágeno necessário para os órgãos de sustentação.

Com a diminuição da substância no organismo, os músculos ficam flácidos, a densidade dos ossos diminui, as articulações e os ligamentos perdem sua elasticidade e força e a cartilagem que envolve as articulações fica frágil e porosa. Pesquisas mostram ainda que deficiência de colágeno está também associada à diminuição da espessura do fio capilar e à desidratação e perda de elasticidade da pele, culminando em flacidez e aparecimento de rugas e estrias.

As mulheres são as que mais sofrem com a perda de colágeno, pois apresentam uma quantidade menor dessa proteína no corpo, em relação aos homens. Além disso, a deficiência de estrogênio que ocorre no sexo feminino, por volta dos 45-50 anos, por causa da menopausa, faz com que haja uma diminuição da quantidade de fibroblastos, células responsáveis pela produção do colágeno, que, junto com outra proteína, a elastina, compõe a trama de sustentação da pele.

Toda essa mudança provoca a redução do fluxo de sangue pelos vasos e leva a uma menor capacidade de retenção de água pelas células, além de desacelerar a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, que produzem a oleosidade que protege a pele como um filtro natural. Sem a mesma irrigação e hidratação, a pele fica seca, enrugada e flácida, quebradiça e fina e muito mais sensível a escoriações e aos efeitos da exposição solar. Pequenos cortes levarão tempo para cicatrizar e as manchas vão proliferar com rapidez.

Estima-se que, com a menopausa, haja uma perda média anual de 2% de colágeno. A velocidade do processo vai depender da presença de fatores de risco, como o tempo em que a pele foi exposta ao sol ao longo da vida e o hábito do tabagismo. Estudos mostram que o cigarro pode aumentar em até três vezes o número de rugas em mulheres de cor branca de meia-idade, ao reduzir a irrigação sanguínea das camadas que formam a pele.

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